NOVAS ENTREVISTAS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

WWW – Quem foi Alfredo Rabazolas enquanto jogador e treinador?

 

Alfredo Rabazolas – A minha carreira como jogador começou nas camadas jovens do Gil Vicente onde cheguei a sénior. Depois passei por outros Clubes, sempre na posição de guarda-redes, como o Santa Maria, Desportivo de Prado, Atlético de Valdevez, Esposende, Mogadourense, Desportivo de Seia, Marinhas, Vila Chã, Estrelas S. Pedro etc. Na parte técnica fui adjunto e treinador de guarda-redes no Águias de Alvelos durante oito anos. Passei também por Clubes como S. Pedro de Rates e MARCA. Aprendi muito com treinadores como o Prof. Zé Durães, Prof. Jorge Cruz, Prof. Filipe, Canário, Rui Santos, Aníbal, Dantas e António Pereira.

 

 

WWW – Na parte final da época passada, numa situação muito complicada na tabela classificativa, a actual direcção do G.D. Creixomil depositou em si todas as esperanças na salvação da época. Como encarou este desafio tendo em conta o facto de se estrear no Futebol Popular?

 

A.R. – Foi com muita alegria que aceitei este desafio. Sabia que a equipa só tinha “meia dúzia” de pontos, mas sabia também que contava com um bom grupo de jogadores, unidos e com vontade de virar as coisas. Foi com essa intenção que aceitei treinar o G.D. Creixomil e com a vontade de todos lá se conseguiu a manutenção. Não conhecia o campeonato popular por dentro, mas com a ajuda do sr. Raimundo, sr. Carlos e sr. Jorge Guimarães foi alcançado o objectivo. Foi uma boa estreia.

 

WWW – Antes de ingressar no G.D. Creixomil que imagem tinha do Clube e do Futebol Popular?

 

A.R. – Do Clube tinha a imagem que tenho hoje, ou seja, um clube organizado, honesto, com mística e com estrutura para o futuro, sendo um dos fundadores do Futebol Popular de Barcelos. O Futebol Popular em si confesso que o via com alguma distância pois começou um pouco às “escuras”. No entanto, com os anos veio a ser mais organizado e hoje é com naturalidade que se vêem boas equipas, boas direcções, bons jogadores e treinadores. Não fica nada a trás do futebol regional.

 

WWW – Segundo o que tem sido observado ao longo dos treinos não parece haver muitas “caras novas”. Isto poderá ser uma vantagem para a nova época?

 

A.R. – Penso que sim porque eu e o Sr. Raimundo tudo fizemos para que o grupo ficasse mais este ano. Sabíamos que muitos dos jogadores estavam a ser aliciados para saírem, mas estes sabiam também que nesta equipa estava tudo aquilo que queriam. Entraram três novos jogadores e tenho também alguns jovens oriundos dos juniores para ajudarem o Clube e aprenderem com os mais velhos. Para mim todos eles têm grande valor dando as melhores garantias para o futuro.

 

WWW – Quais são os principais objectivos para a época que se aproxima?

 

A.R. – Os objectivos são primeiro a conquista o mais rápido possível dos pontos necessários para a manutenção e depois é até onde nos deixarem ir. Mas como ambiciosos que somos acho que temos capacidade para ficar nos cinco primeiros da classificação. Com muito trabalho e humildade vamos conseguir.

 

WWW – A A.F.P. Barcelos introduziu profundas alterações no regulamento das competições populares, mais precisamente em relação ao limite de jogadores e na abolição da distinção entre residentes, naturais ou os chamados “estrangeiros”. No seu entender que reflexos terão estas alterações no presente e no futuro da competição?

 

A.R. – Com estas alterações penso que o campeonato vai ser mais difícil porque as equipas reforçaram-se com jogadores de boa qualidade, alguns deles de campeonatos regionais tanto de Braga como de Associações vizinhas. Por outro lado poderá ser um “espinho” nos campeonatos de jovens, mais precisamente nos juniores, porque os clubes vão pensar se será necessário fazer este escalão quando se pode inscrever os jogadores que se quiserem sem terem os gastos e os trabalhos com esses mesmos campeonatos.

 

WWW – Quer deixar algum apelo aos sócios ou simpatizantes deste Clube?

 

A.R. – Que não deixem de apoiar o Clube, mesmo que as coisas não corram bem. Dêem o vosso apoio em qualquer local onde a equipa jogue. O Grupo e a Direcção precisam do apoio de todos.

 

 



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

WWW - Como é que surgiu a ideia de formar uma equipa de BTT em Creixomil?
 
Aurélio Reis - Sendo o ciclismo, mais propriamente o BTT a minha grande paixão, tendo passado por uma fase mais solitária no meu início de carreira, dei por mim a pensar: E porque não? Porque não tentar dar a conhecer esta modalidade aos meus colegas e amigos? Quando se gosta verdadeiramente de uma modalidade fica bem mais fácil captar pessoas para a sua prática. E foi isso que aconteceu; acho que fui captando adeptos e foram-se criando as condições necessárias para fundar este núcleo de BTT. A certa altura da minha carreira, já lá vão 7 anos, aventurei-me a realizar uma prova de BTT com a ajuda de pessoas amigas que já me acompanhavam no ciclismo. Assim foi aproveitado o impacto da prova que, ao ter sido realizada pela primeira vez, fez despertar o gosto pelas pedaladas em muita gente que talvez nunca tivesse pensado em praticar esta modalidade antes.
 

WWW - Hoje a secção de BTT assinala seis anos de existência. O que
destacarias de positivo e negativo nestes anos.
 
A. R. - Penso que o mais positivo seja é o convívio entre todos os que se vão juntando a nós. É muito  bom ver que todos lutam pelo mesmo fim, praticar desporto de uma forma divertida e saudável, sem a competitividade doentia que por vezes acontece noutras modalidades. Quanto ao lado menos bom, bem, prefiro não lhe dar muita importância, mas talvez possa destacar a presença, por vezes muito pouco duradoura, de alguns atletas que desistem mais cedo do que seria desejável.

 
WWW - Qual foi para ti a tua maior vitória ou o melhor resultado da tua já
longa carreira?

 
A. R. - Curiosamente foi conquistado na nossa prova, a prova da casa, considerada a prova rainha do campeonato. Foi este ano que consegui  um segundo lugar, o prémio que me deu maior satisfação! No entanto, conquistei um primeiro lugar na prova de Gondar, Guimarães, também este ano, o meu melhor lugar de sempre!

  
WWW - Há quantos anos praticas btt/ciclismo? Em média quantas horas treinas
por semana?
 
A. R. - Já vou perdendo a noção do tempo! A minha primeira prova foi na freguesia vizinha de Vilar do Monte. Fiz um 8º  lugar, o que me fez acreditar que podia continuar, apesar de todos me terem perguntado pela suspensão da bike! Ahaha! Eu era o único que não tinha suspensão! Quando se gosta não há nada que nos perturbe! Eu devia ter uns 17 anos, talvez. Daí para a frente fui-me aventurando em várias provas, inclusive no país vizinho. Entretanto comecei a participar nas provas do campeonato de BTT da Associação de Ciclismo do Minho e Porto e lá vou continuando.
Quanto ao tempo que dedico aos treinos semanais, bom, isso depende muito das minhas possibilidades, pois eu não vivo do ciclismo. Mas tento não descorar os meus treinos e fazer uma média de 8 a 10 horas semanais.

 
WWW - È normal que os jovens se sintam atraídos pelo futebol, o desporto rei
da nossa sociedade. No teu caso isso não se passou. Queres contar o
teu caso?

 
A. R. - Quase todas as grandes paixões nascem ainda no tempo da nossa meninice. Eu sou apenas mais um que foi moldando, dando forma a esta minha paixão ao longo da minha infância. Já nessa altura as bicicletas exerciam em mim um poder de fascinação incrível. Não sei se o facto de a minha família não me poder dar uma foi importante para sentir uma vontade ainda maior de conquistar esse troféu. Nessa altura o meu pai tinha uma garagem onde fazia vários arranjos mecânicos, inclusive em bicicletas. Não era fácil aparecer por lá uma que desse para o meu tamanho; mas logo que isso acontecia eu pedia imediatamente ao meu pai que ma deixasse reparar. Logo que o arranjo estivesse concluído, havia que testar para ver se estava tudo  bem e lá ia eu dar uma voltinha naquele objecto mágico que eu queria tanto ter um dia! Entretanto um primo meu deu-me uma que já não queria e foi o começo dum sonho. Lentamente os familiares e amigos aperceberam-se de que afinal a loucura pelas bikes não era apenas uma ideia de criança que passa com o tempo. Fui sendo ajudado e fui comprando na medida das possibilidades uma bicicleta, depois uma melhor, até chegar às bicicletas de competição. Quando somos persistentes em melhorar dia após dia e somos ajudados por pessoas que acreditam em nós, acontecem estas coisas fantásticas de nos mantermos numa modalidade desportiva anos e anos sem desanimar, muito embora eu tenha noção de que ao não seguir o caminho dos meus colegas, o futebol, acabei por me sentir um pouco à parte do mundo deles.
 

WWW - O BTT acaba por ser uma modalidade dispendiosa para os atletas. Para
quem se quiser aventurar quanto terá que despender. E no teu caso?


A. R. - Quem se queira aventurar no BTT não deve, logo à partida, preocupar-se com o aspecto monetário. Há que, primeiro, experimentar todas as boas sensações que o BTT nos proporciona; liberdade, descontracção, adrenalina, sei lá mais; e para tal não é necessário ter uma grande máquina nem nenhum equipamento especial. Claro que após se ter a certeza de que realmente se quer seguir esta modalidade, as sugestões para comprar bikes ou equipamentos são inúmeras e há para todos os preços. O que há que ter sempre em conta é as possibilidades de cada um, bem como o gosto e objectivo. O material de competição é realmente muito dispendioso mas há quem consiga grandes feitos sem que o material seja o protagonista.

 
WWW - Se tivesses um jovem indeciso entre o futebol e o BTT como o tentavas
convencer a seguir a tua modalidade?


A. R. - Talvez lhe dissesse: olha para o tamanho de um campo de futebol e repara na imensidão da natureza. Onde é que achas que te  sentirias mais livre, mais solto e mais divertido? O BTT é aliciante, acima de tudo, pelo contacto íntimo que temos com a Natureza enquanto praticamos desporto. Quem não pratica BTT não tem a noção das paisagens de uma beleza indescritível às quais não teríamos acesso de outra forma. O corre-corre da vida não nos deixa ver estas raridades. Mas claro que é uma tarefa bastante ingrata tentar mudar a mentalidade de alguém que já deixou que o bichinho do futebol entrasse em si. Ele será sempre o desporto-rei e nem todos gostam de fazer parte das minorias.
 

WWW - Qual o orçamento de uma época da equipa de BTT?


A. R. - Tendo em conta que somos uma equipa organizadora de uma prova do campeonato, o nosso orçamento ronda os 1300 euros por época. Não é fácil!


WWW - Como é que conseguem a receita necessária para fazer face a esse
orçamento?


A. R. - Quando se fala em custos, não é fácil assegurar uma época. Felizmente temos sempre contado com o apoio da Junta de Freguesia e conseguido encontrar patrocinadores, que admiram a nossa persistência e nos ajudam monetariamente a manter esta equipa de pé.
 
 
WWW - A actual Direcção está em fim de mandato( termina em Maio de 2011).
Com três equipas de futebol (escolinhas, juniores e seniores) o BTT pode dar a ideia de ser mais uma dor de cabeça para quem se disponibilizar para a sucessão? Isso é correcto?
 
A. R. - Não vejo motivo algum para sermos uma dor de cabeça para quem quer que venha a fazer parte da nova Direcção. Porém, venho-me apercebendo que por vezes somos uma pedra no sapato de algumas pessoas, talvez mal informadas…  Como já disse anteriormente, nunca nos faltou apoio de gente boa que nos dá o seu patrocínio e nos ajuda a seguir em frente, campeonato após campeonato.
 
 
WWW - De ano para ano tem havido um aumento de pessoas a praticar este
desporto na nossa freguesia. Como explicar esta situação?


A. R. - Felizmente, não são só as coisas más que se propagam rapidamente; o gosto de quem já anda nisto há algum tempo vai contagiando e captando outros tantos e assim se vai crescendo.

 
WWW - O grande dia da época é sem dúvida a prova em nossa casa em Setembro.
Como é um dia de prova para a secção de BTT? Conta-nos todos os passos
desde os preparativos até ao encerramento.


A. R. - Resumindo e concluindo: como a nossa prova já faz parte do calendário do campeonato regional do Minho fica bem mais fácil; foi pior há 7 anos atrás em que tivemos que preencher todas as burocracias da inscrição da prova no calendário. Depois há que arranjar dinheiro para todas as despesas inerentes a uma prova destas. Com o aproximar do dia da prova temos que pensar em traçar um percurso o mais aliciante possível. Mas para que esse percurso possa ser viável, há que pôr mãos à obra e desbravar o monte. Aberta a pista, imaginado o percurso, temos que o marcar com as conhecidas fitas. No grande dia, temos apenas  que criar as condições necessárias, tanto de segurança como de conforto, para podermos receber as pessoas e proporcionar-lhes momentos agradáveis. Para tal, contamos sempre com a preciosa ajuda dos Bombeiros Voluntários e de amigos motards que asseguram todo o bem-estar dos atletas. Convém não esquecer de tratar dos troféus para que a festa termina da melhor forma!
 
 
WWW - Em termos competitivos que resultados desta época gostarias de destacar?


A. R. - Este foi um ano bastante agradável para a nossa equipa. Eu consegui o 4º lugar na classificação geral individual de Veteranos A e a nossa atleta feminina, Rita Vale, alcançou o 5º


WWW - O que é que ainda podemos esperar até final do ano?

 

A.R. - Por agora já demos o nosso melhor! A época acabou a 3 de Outubro, porém, se viermos a participar em eventos  extra campeonato, continuaremos como sempre a dar o nosso melhoro e a suar a camisola por um bom lugar!


WWW - O que é preciso para fazer parte da equipa de BTT do G.D. Creixomil?
Só são aceites atletas para competição?


A. R. - Para pertencer à nossa equipa basta ter espírito de amizade e convívio, vontade de pedalar e decidir se quer  juntar-se a nós apenas só para praticar esta modalidade mais como passeio ou se prefere mesmo integrar-se  no grupo da  competição e participar nos campeonatos onde marcamos presença. Todos serão bem-vindos!
 
 
WWW - Queres deixar uma mensagem para os sócios?


A. R. - Gostava imenso que realmente nos vissem como uma secção do Grupo Desportivo de Creixomil e não como uma equipa à parte. Não só de futebol vive o desporto. Seria uma grande alegria para nós que mais pessoas nos acompanhassem ao longo do campeonato. Quero que saibam que levamos o nome da nossa Terra e do nosso Grupo Desportivo a muitas localidades do nosso País e que nos orgulhamos muito disso!


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WWW - Faça um pequeno resumo da carreira desportiva?

Manuel Eiras – A minha carreira desportiva começou aos 15 anos no G.D.Creixomil, tendo passado também por outros clubes. Mais tarde regressei aoG.D.Creixomil ficando até me retirar. Foi uma carreira com cerca de 20 anos,sendo que durante o qual atingi vários pontos altos tais como, sendo o melhormarcador do campeonato e também de ter sido campeão popular.

WWW - Como é que surgiu esta nova experiênciade treinar a equipa de juniores do G.D. Creixomil? Quais os reais objectivos daequipa?

Manuel Eiras – Como diz, é mesmo umanova experiência pois no começo não estava nos meus planos iniciar já com acarreira de treinador, talvez dentro de dois anos. Mas com um convite por parteda direcção e sendo ele do G.D.Creixomil eu não podia recusar. Os reaisobjectivos são fazer um bom trabalho que sirva de base para a equipa sénior esim ser campeão.

WWW - Uma vez mais esta época só existemsete equipas a competir com juniores. Num universo de mais de 30 existentes acompetir é muito pouco. O que tem a dizer sobre isto?

Manuel Eiras - A minha opinião é que isto se deve em parte às direcções, não só ás dos clubes mas também por parteda direcção da A.F.P. Barcelos, visto que não se criam as condições necessáriaspara que isso não aconteça.

WWW Que medidas poderiam ser tomadas na suaopinião para inverter essa situação?

Manuel Eiras – Algumas medidas que sepodia tomar para inverter esta situação, era as equipas serem obrigadas a terequipa de juniores para poderem participar no campeonato, outra era serobrigados a inscreverem 5 a 6 juniores na equipa sénior.

WWW – Que opinião tem sobre as alteraçõesque a A.F.P.Barcelos introduziu no regulamento das competições seniores destaépoca? Que consequências terão para os escalões de formação como os juniores?

Manuel Eiras - A minha opinião é que as alterações introduzidas pelaA.F.P.Barcelos não trazem vantagens, visto que com essas alterações, o chamadofutebol popular tem tendência a se perder. Uma das consequências graves é quedevido às equipas seniores poderem escrever os jogadores que quiser de fora dafreguesia, faz com que os juniores tenham cada vez menos espaço para elesquando sobem de escalão. O que faz queeles percam interesse por jogar nas suas freguesias procurando escolinhas defutebol. 

WWW - Ano após ano as dificuldades paraformar uma equipa de juniores aumenta. Esta época isso também aconteceu? Como écomposta a equipa desta época? Tem muitos atletas de Creixomil?

Manuel Eiras - As dificuldades paraformar uma equipa de juniores sãograndes e esta época não é diferente das anteriores, visto que alguns jogadoresjá subiram de escalão e alguns deixaram a equipa. Mas a base mantém-se, com amaioria a ser de Creixomil, o restante plantel é composto por jogadores de maisquatro freguesias.

WWW- Quer deixar alguma mensagem aos sócios?             

Manuel Eiras - A mensagem que eugostaria de passar aos sócios é que apoiem esta equipa, pois alguns destesjogadores defenderão as cores do G.D.C durante muitos anos.